Páginas

segunda-feira, 16 de abril de 2012

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Auto da Barca do Inferno - Exemplo de Adaptação

O vídeo abaixo contém um exemplo de adaptação da obra Auto da Barca do Inferno, de Gil Vicente, feita em uma escola.


quinta-feira, 15 de março de 2012

Projeto: O Teatro Popular de Gil Vicente

NOSSOS OBJETIVOS




GERAL

Proporcionar aos alunos uma nova experiência que possa unir a tecnologia da internet ao mundo da literatura.
Tornar mais dinâmica a aprendizagem da literatura utilizando uma ferramenta que está se tornando indispensável nos dias de hoje. A internet, sem dúvida, é uma forte aliada no processo de aprendizagem principalmente porque as novas gerações (crianças e adolescentes que estão hoje em nossas escolas) já têm um domínio amplo e um desembaraço natural com essas novas formas de tecnologia.
Ampliar os conhecimentos de literatura em nossos alunos apresentando autores e movimentos literários.

ESPECÍFICO

Nossa proposta é apresentar aos alunos o teatro popular de Gil Vicente, que é considerado, até hoje, o maior dramaturgo português. E foi o primeiro a fazer valer o texto literário sobre a cenografia e o espetáculo.
Despertar nos alunos o interesse pelas obras do autor é nosso objetivo e para tanto nos utilizaremos de recursos tecnológicos. A internet será de grande auxílio nas pesquisas, além disso, será a base da atividade, uma vez que os alunos deverão acessar o material que estará disponível e buscar mais conteúdo sobre o assunto através da rede. Todo trabalho produzido pelos alunos será postado nas redes sociais. Todos terão livre acesso e poderão registrar suas opiniões, comentários e sugestões.
Pretendemos tornar a atividade o mais interessante possível para que os alunos absorvam o máximo que puderem sobre a obra do autor e sintam motivação para buscarem mais informações a respeito.

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Variação linguística na música "Chico Mineiro" de Tonico e Francisco Ribeiro




Chico Mineiro

Autores: Tonico e Francisco Ribeiro

Declamado

Cada vez que eu me alembro do amigo Chico Mineiro, das viagen que nói fazia era ele meu companheiro. Sinto uma tristeza, uma vontade de chorar, alembrando daqueles tempo que não mais hái de vortar. Apesar de eu ser patrão, eu tinha no coração o amigo Chico Mineiro, caboclo bom, decidido, na viola era delorido e era o peão dos boiadeiro. Hoje porém com tristeza recordando das proeza da nossa viagem motim, viajemo mais de dez ano, vendeno boiada e comprano, por esse rincão sem-fim. Caboclo de nada temia mas porém, chegou um dia, que Chico apartou-se de mim.


Cantado

Fizemo a úrtima viage
Foi lá pro sertão de Goiais.
Foi eu e o Chico Mineiro
também foi o capataz.
Viajemo muitos dia
pra chegar em Ouro Fino
aonde nós passemo a noite
numa festa do Divino.

A festa tava tão boa
mas antes não tivesse ido
o Chico foi baleado
por um homem desconhecido.
Larguei de comprar boiada.
Mataram meu companheiro.
Acabou o som da viola,
acabou seu Chico Mineiro.

Despoi daquela tragédia
fiquei mais aborrecido.
Não sabia da nossa amizade
porque nós dois era unido.
Quando vi seus documento
me cortou meu coração
vim sabê que o Chico Mineiro
era meu legítimo irmão



A música “Chico Mineiro”  descreve o modo simples de vida do sertanejo, do “caipira”, muito embora, essa expressão “caipira” ainda sofra um pouco de preconceito, por ser vista de forma pejorativa. Mas, na verdade, o caipira é aquele que conserva os seus laços culturais, é aquele que está ligado à terra e ao seu cultivo. Essas pessoas tem como característica o seu linguajar próprio que foi muito bem demonstrado na letra da música.
As palavras “alembro”, “alembrando”, no lugar de “lembro” e “lembrando”, assim como “viage”  sem /m/ no final são comuns no linguajar dessas pessoas.
Outros exemplos como as palavras “passemo”, “fizemo” sem o /s/ no final. As palavras “urtima”e “vortá”  trocando /l/ por /r/, entre outras são típicas no falar do sertanejo. Ocorre, aqui, a variação diatópica, por ser observada em certas regiões do Brasil.
Ainda podemos observar, o uso de “hái” ao invés de “há” (verbo haver) e a palavra “delorido” no lugar de dolorido, são vocábulos próprios do linguajar “caipira”.
Essa música, é sem dúvida, um exemplo claro de que não temos apenas uma forma de falar. A nossa língua varia, e muito, e essas variedades são apenas diferentes e nunca melhores e mais corretas.  Devemos nos atentar para que não caiamos em um preconceito lingüístico, onde certas variantes da língua possam ser discriminadas e outras privilegiadas.